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Ponto de encontro da galera casca grossa do IACS

 

terça-feira, dezembro 11, 2001

 
Onde o homem se revela
Houve uma fase de apostar, e bastante, na agência do Jóquei da Rua da Conceição. Dez da noite e a gente lá, no meio de um antro de filhas das putas. Tinha aleijado em cadeira de roda motorizada e com farol, jogando no meio daquela alcatéia. Neguinho fumando Belmont pelos cotovelos, um clima de faroeste no ar, cachaceiros pedindo esmola, e nós lá, universitários e machos pra caralho torrando até moeda naqueles cavalinhos como Buy Me e Conde Xyphos, conduzidos por filhos das putas como G.Guimarães, J.Aurélio e J.Pinto.
Ganhei apenas duas vezes naquela agência pé frio. E várias outras em várias agências, e outras no jóquei, sendo uma histórica.
Até hoje, sinto uma falta danada dessas coisas doentias. Qualquer dia vai calhar de eu atravessar a poça e ir lá ver como anda aquele buraco imundo onde os caras perdiam o dinheiro, o amor próprio e as esperanças (coisas que eles já não tinham em grande quantidade).

 
A lenda da gaveta
Cheguei agora e vi que a coisa tá animada. Davi lembrou bem daquelas centenas de cartões com o escrito "meu cartão" que achamos (quem achou mesmo?) no Patae. Cada um de nós pôde desfrutar do raro prazer de uma cara de bobo que se levantava da visão do cartão, depois que a gente perguntava '"Você tem o meu cartão?". Adorava aquilo. Tinha a mesma debilidade mental que responder "presunto" à chamada na faculdade.
Dudu trouxe a Trolha e sua famosa frase "Homossexuais disputavam seu direito à trolha na porrada". Eu mesmo cheguei a ler alguns exemplares - mas já em estágio de microfilme de biblioteca - desse espetacular fanzine que tinha inclusive reportagens-denúncia como "Arlindo fez mal à mosca".
Agora, quanto à defesa do Coelho em relação ao episódio da gaveta, só digo uma coisa: lenda é o caralho. UM DOS DOIS, Coelho ou Sávio, me contou o episódio EM PRIMEIRA PESSOA....Não foi ninguém que me contou a não ser o principal protagonista. Alguém aí vomitou na gaveta. Sávio tem e-mail? Que se convoquem todos os suspeitos e testemunhas!


 
Gustavo, camarada, tava lendo seu primeiro post e tenho que dizer uma coisa: essa história do vômito na gaveta é A MAIOR lenda que já foi criada a meu respeito. Daquelas lendas que já foram tão divulgadas que virou verdade. Eu nunca vomitei em gaveta nenhuma, mas tem gente que só me conhece por conta desta história...
Quanto às aulas que matamos, fala sério: que dupla vocês preferiam?
a) cerveja e sinuca
b) cirne e freund

 
CPI já
Apesar de eu ser um dos suspeitos, defendo a instalação urgente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o escândalo citado abaixo pelo Coelho. Aliás, tem que haver a CPI do Blog do Arlindo, afinal, pelo que me consta este não foi o único "desvio de verba" para a cachaça. É um mar de lama!!!

 
01/91 - o trote que não aconteceu
Antes da instituição dos trotes hard core no Iacs, passamos alguns semestres recebendo e dando trotes idiotas. No primeiro semestre de 91, por exemplo, nossa turma decidiu aplicar uma inocente aula-trote para começar a arrecadar algum trocado para o tradicional chope. Convocamos Cléber, o médico cinemista, para fazer o papel de professor. Diga-se de passagem, o cara arrebentou na função. No fim da aula (depois de dizer aos alunos que eles teriam que ler poesia em sânscrito e comprar dois livros em inglês, gerando protestos na turma), Cléber anunciou que iria entregar uma apostila aos alunos. Para isso, no entanto, eles deveriam coçar o bolso ("afinal, não vou pagar para vocês estudarem, seus vagabundos"). Quando todos deram o dinheiro, nossa turma invadiu a sala e anunciou que aquilo era uma aula-trote. Depois daquilo, não fizemos mais nada, deixando os calouros frustrados por não terem tido um trote decente.
Bom, isso tudo é babaquice e serviu preâmbulo para o que realmente interessa: o dinheiro arrecadado ficou com algum destes quatro (realmente não me lembro deste detalhe): eu, Gustavo, Igor ou Sávio.
Um mês depois da porra do trote, quando percebemos que ninguém tinha dado falta da grana, nós quatro (e o tal do 26, amigo do Igor) nos juntamos num daqueles botecos ali na frente do Valonguinho e bebemos todo o dinheiro em comemoração a meu aniversário.

 
Feladaputário
A minha primeira aula no IACS foi do Cirne, cujos versos são muito bem lembrados pelo Coelho logo abaixo. Aliás, estávamos todos lá: eu, Coelho e Igor. Maggi e Maloca eram do primeiro semestre e David e Dudu veteranos de guerra.
Não me esqueço que em determinado momento o professor começou a digressionar sobre a rivalidade nos estádios locais entre o time Caicó Futebol Clube e o América de Natal. Me lembro de pensar, "acho que não vou precisar de caderno aqui". E estava certo. Do segundo semestre em diante, passei a anotar meus apontamentos numa folha do Balaio Incomum.

 
Iacs sem Chico Doido de Caicó não é Iacs
Então aí vai um poemeroticosafadopaidegua (como diria Cyrne)

XXI + três
Eu queria comer uma dona
Mas ela era muito difícil e cheia de coisas
Não adiantou nada
Nem contar goga, fazer fita e pantim
Na frente da casa dela.
Não adiantou nem oferecer
Um folheto de feira de Cancão de Fogo.
O jeito foi dizer
Que eu também escrevia poesia
Cada uma mais doida do que a outra
Assim do meu jeito.
Ela leu e rasgou os vinte e três poemas
Que eu fiz pra ela.
Ficou vermelha, me chamou de imoral
Mas findou me dando aquele priquito
Que era mais safado do que os meus versos.



segunda-feira, dezembro 10, 2001

 
Ele vem aí
Recebi hoje o email confirmando a presença em breve do balaiografiteiro Altamiro David, um dos monstros sagrados do Patae e co-responsável pela onda fanzineira. David durante bastante tempo também recebeu a bolsa-auxília da UFF, o já conhecido "quebra-bunda". E só um adendo ao post do Ventura: quando ele diz "Maçonaria" , não está se referindo ao movimento religioso-social que remonta aos séculos XV e XVI, e sim a um grupo de homens que se reúne até hoje, com pouquíssima frequencia, para disputar campeonatos de futebol em video-games, em disputas acirradas que beiram a carnificina. Fica, portanto, o registro.





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